28/09/2017 11:18:31 - Atualizado  em 28/09/2017 11:21:38

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Açaí teve maior valor de produção na extração vegetal em 2016

  ABr

A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (28/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O açaí foi o produto da extração vegetal não madeireira que alcançou maior valor de produção no ano passado no Brasil: R$ 539,8 milhões. Em seguida, vieram a erva-mate extrativa (R$ 398,8 milhões), o pó cerífero de carnaúba (R$ 187,5 milhões) e a castanha-do-pará (R$ 110,1 milhões). Segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, estes são os quatro itens mais relevantes em termos de produção. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (28/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de açaí extrativo caiu 0,2% em comparação com a de 2015, e somou 215.609 toneladas. O valor de produção, porém, subiu 12,4%. Maior produtor nacional, o Pará respondeu por 61,2% do total do ano passado, com crescimento de 4,6%.

O supervisor da pesquisa, Winicius de Lima Wagner, disse que a demanda e a alta de preços do açaí tornaram a atividade mais atrativa para os extrativistas, contribuindo para aumentar a geração de renda local. “Em geral, os produtos não madeireiros do extrativismo são explorados por extrativistas e pequenas associações e cooperativas e têm relevância para as comunidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste”, afirmou Wagner. O líder do ranking de municípios, Limoeiro do Ajuru, no Pará, produziu 35 mil toneladas no ano passado.
No Amazonas, segundo maior produtor nacional de açaí, a produção caiu 12,3%, por causa da seca, que tornou mais difícil o transporte do fruto em alguns rios. No Nordeste, o Maranhão aparece com 8,1% de participação na produção brasileira.

Erva-mate

O Paraná respondeu por 86,4% da produção de erva-mate extrativa no país, concentrando 18 dos 20 principais municípios produtores. Líder em 2015, São Mateus do Sul, com 65 mil toneladas, permanece à frente. O Paraná produziu 299.735 toneladas em 2015. Em segundo, ficou Santa Catarina, com 28.853 toneladas, ou 8,3% do total nacional. O Rio Grande do Sul ficou em terceiro lugar, com 18.180 toneladas, mas foi o único estado onde a produção caiu (-2,6%).
Com 346.953 toneladas, a produção nacional de erva-mate extrativa aumentou 1,7%. O valor de produção manteve-se praticamente estável, com ligeira queda de 0,1%.

Pó cerífero de carnaúba

A produção do pó cerífero de carnaúba, terceiro item mais importante da extração vegetal não madeireira, caiu 10,1% no ano passado e chegou a 17.957 toneladas. O valor de produção caiu 4,1%, passando para R$ 187,5 milhões. De acordo com Wagner, são quatro os estados produtores, mas dois – Piauí e Ceará – são responsáveis por 95% do total.

No Piauí, a produção caiu 19,75%. Conforme relatos apresentados aos pesquisadores do IBGE, a queda pode ser atribuída à má formação da palha da carnaúba, devido à seca prolongada em algumas regiões do estado, e à dificuldade de encontrar mão de obra para trabalhar na atividade.
Entre os municípios, Granja, no Ceará, manteve-se na liderança como maior produtor, com 1.875 toneladas.

Castanha-do-pará

Com total de 34.664 toneladas, a produção de castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, caiu 14,7%, mas, “compensado pelo preço de mercado”, o valor de produção subiu 2,7%, ressaltou Wagner.
O Amazonas é atualmente o maior produtor, com 14.945 toneladas no ano passado. A produção do Acre, que liderou o ranking em 2015, caiu 37,7% em 2015, por causa da escassez de chuvas.


Fonte ABr