16/01/2017 17:12:34 - Atualizado  em 16/01/2017 17:17:39

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Brasil pode ter problemas com café em 2018, alertam exportadores

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Volume caiu 1 milhão de sacas, para 600 mil sacas. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

A três meses do início da colheita de 2017, os exportadores brasileiros de café já emitem um alerta para o próximo ano. Com a redução da oferta do produto em 2016, resultado de uma seca que diminuiu a produção nos cafezais, e a bienalidade negativa esperada para este ano (quando o campo naturalmente colhe menos), o país poderá ter problemas na entressafra de 2018, disse o presidente do Conselho de Exportadores de Café (Cecafé), Nelson Carvalhaes. Ele e outros dirigentes da entidade apresentaram o balanço das exportações no ano passado e lançaram as primeiras expectativas para 2017 e 2018.

De acordo com Carvalhaes, o primeiro e segundo trimestres do ano que vem serão difíceis, “porque já estamos trabalhando com estoques muito baixos e sem dúvida ficarão muito reduzidos para a entressafra”, disse o executivo.

O Cecafé não faz estimativas para as reservas de café do Brasil, mas acredita que neste ano, com uma produção sazonalmente menor, o país tende a continuar ‘queimando’ parte dos estoques para abastecer o mercado, o que deve manter os preços do grão em alta. Em dezembro de 2015, os estoques públicos de café do Brasil eram 1,6 milhão sacas. O volume caiu 1 milhão de sacas, para 600 mil sacas. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

EXPORTAÇÕES DE LADO
Em relação às vendas para outros países, os exportadores esperam que a performance brasileira em 2017 seja muito semelhante a do ano passado, quando o país despachou para o mercado internacional 34 milhões de sacas de café, 8% menos que o recorde de 37 milhões de sacas embarcadas em 2015. A queda no volume reflete a baixa disponibilidade do café robusta/conilon, de qualidade superior. A venda desse tipo caiu 86% entre janeiro e dezembro de 2016, de 4,2 milhão de sacas em 2015 para 580 mil sacas. Já as exportações do tipo arábica cresceram 1,2% no mesmo período, saindo de 29,2 milhões de sacas em 2015 para 29,5 milhões de sacas.

 


Fonte Portal do Agronegócio