18/04/2017 15:23:46 - Postado  em 18/04/2017 15:35:38

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Vacinação contra febre aftosa a partir de 2 de maio

  Ururau Arquivo

Município vai disponibilizar 60 mil doses de vacina

No próximo dia 2 de maio começa a campanha de vacinação contra a febre aftosa em todo território nacional.  Em Campos, a superintendência municipal de Agricultura e Pecuária firmou parceria com o Núcleo de Defesa Agropecuária, do governo do Estado do Rio de Janeiro, para realizar a vacinação dos rebanhos bovinos dos pequenos criadores do município. Pelo acordo, a prefeitura fornece o combustível, a vacina e os vacinadores, enquanto o estado cede dois veículos e pessoal técnico para fazer o acompanhamento dos trabalhos nas propriedades.

“Campos tem hoje em torno de 250 mil bovinos e bubalinos (búfalos). E cerca de 25% destes animais pertencem a pequenos criadores, que possuem até 70 cabeças. Vamos comprar 60 mil doses de vacina e iremos às propriedades obedecendo a um cronograma de imunização por regiões do município”, explicou o superintendente Nildo Cardoso.

A primeira etapa da campanha, que é nacional, começa no dia 2 de maio e vai até o dia 31. Nesta fase todos os animais têm que ser vacinados. Na segunda etapa, em novembro, apenas os animais com até dois anos. Nos trabalhos, serão utilizados os cadastros de anos anteriores. E quem não imunizou o rebanho da última vez, terá que procurar a Defesa Agropecuária, pagar multa e legalizar o cadastro para voltar a ser beneficiado, orienta Nildo.

“Nos locais onde os criadores possuem poucas cabeças, como nos assentamentos Zumbi dos Palmares, vamos orientar para que juntem os animais em uma propriedade para agilizarmos os trabalhos. Atuaremos com 16 vacinadores da superintendência e, caso seja necessário, vamos realizar mutirões para vacinar o gado de todos”, explicou o superintendente.

SEM CASOS HÁ 20 ANOS

O Rio de Janeiro conserva o status de “área livre de aftosa com vacinação” há quase 20 anos. Os últimos focos da doença foram registrados em 1997, nos municípios de Magé e Itaperuna. A doença não mata, mas a inflamação na boca prejudica a alimentação do animal, que perde peso e tem o valor de mercado depreciado. O produtor que não declarar às autoridades a vacinação do rebanho, além de ser multado, é impedido de circular com o gado.


Fonte Redação/Supcom