07/02/2018 10:51:25 - Atualizado  em 07/02/2018 11:14:23

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Vacinação contra febre amarela ainda disponível em Campos

  Luis Macapá-Supcom

A vacina contra febre amarela continua sendo aplicada no Centro de Saúde, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h às 16h.

Mais de 268 mil pessoas foram imunizadas contra febre amarela em Campos até a última segunda-feira (05/02). Os dados foram divulgados pela Vigilância Epidemiológica da secretaria municipal de Saúde.

A campanha do Dia D contra a doença foi realizada no dia 27 de janeiro em todo o estado do Rio de Janeiro e cerca de 1,5 mil pessoas foram imunizadas no município. 

Em Campos, a dose da vacina não foi fracionada, portanto a recomendação do Ministério da Saúde é apenas uma dose, sem precisar de reforço.

“ No ano passado, fomos a primeira cidade a adotar medidas diante dos casos registrados em regiões próximas ao município. Desde 2017, 268.199 mil pessoas foram imunizadas no município — disse a coordenadora da Vigilância”, Andréya Moreira.

A vacina contra febre amarela continua sendo aplicada no Centro de Saúde, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h às 16h.

O Brasil confirmou 353 casos e 98 óbitos no período de 1º julho de 2017 a 6 de fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 óbitos.

O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (07/02) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. 

No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 6 de janeiro de 2018), foram confirmados 353 casos de febre amarela no país, sendo que 98 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.286 casos suspeitos, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 6 janeiro de 2017, eram 509 casos confirmados e 159 óbitos confirmados.

TRANSMISSÃO - O Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país. O caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES/SP), o que inclui o histórico do paciente e captura de mosquitos para identificar a forma de transmissão na região. Deve ser observado que o paciente mora na região urbana, e possivelmente trabalha na área rural. 

O Ministério da Saúde esclarece que todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

A probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela. 


Fonte Redação/Supcom