07/06/2017 15:47:20 - Postado  em 07/06/2017 15:53:30

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Gripe: apenas 50,5% das gestantes já foram imunizadas no estado do RJ

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Considerada essencial durante a gravidez, além de proteger a mãe, a vacina contra a gripe garante proteção ao bebê nos primeiros seis meses de vida

Ao se imunizar contra a gripe, as mulheres grávidas dão aos futuros bebês uma das mais importantes proteções nos seus primeiros seis meses de vida. Isso porque os anticorpos gerados pela vacina passam para o feto pela placenta e, por não poderem ser imunizados contra a doença antes do primeiro semestre após o nascimento, a vacinação da mãe durante a gestação é a única forma de garantir a proteção contra a gripe logo no início da vida.
 
Neste ano, em todo o estado do Rio, até o dia 5 de junho, apenas 88.497 gestantes foram imunizadas durante a Campanha Nacional de Vacinação, prorrogada pelo Ministério da Saúde até sexta-feira, 9 de junho, por conta da baixa adesão em todo o país. Este total corresponde a 50,52% deste grupo prioritário específico.
 
"Mulheres grávidas ou que estão em período do pós-parto são mais suscetíveis a infecções em geral e a vacina contra a gripe deve fazer parte dos cuidados a serem adotados nesta fase da vida das mulheres. A vacina é segura e fundamental para a proteção do bebê", explica o secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.
 
Já entre as mulheres com até 45 dias do parto (puérperas), a cobertura vacinal está em 82,88%, com 23.864 mulheres já imunizadas. De acordo como subsecretário de Vigilância em Saúda da SES, Alexandre Chieppe, os anticorpos gerados pela vacina são transferidos para o bebê na hora da amamentação, garantindo a proteção nos primeiros seis meses de vida.
 
"A vacina não oferece riscos para o feto ou para o bebê e é fundamental para a proteção não só da mãe, mas também dos filhos, logo no início da vida. Esta é uma proteção essencial para as crianças neste período. Após os seis meses e até os cinco anos de vida, elas também passam a ser um grupo prioritário para a imunização contra a doença", reforça Chieppe.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra a gripe colabora de forma muito significativa para a redução do número de internações por pneumonias e mortalidade por complicações da doença.
 
Passada a infância, a importância da vacinação permanece
 
Quando se fala em vacina, logo vem à mente a imagem de crianças em postos de saúde. O que nem todos sabem é que, assim como na infância, as fases seguintes também têm suas vacinas a serem tomadas: fora das campanhas de vacinação, adolescentes, adultos e idosos, têm, prevista no calendário vacinal do Ministério da Saúde, a imunização especial nestas faixas etárias – seja como dose única ou ainda como reforço.
 
Entre os 10 e os 19 anos, a pessoa deve ser vacinada contra Hepatite B (caso não tenha completado o ciclo de três doses na infância), Meningite Meningocócica C, HPV e os reforços contra Difteria e Tétano (Dupla Adulto). A partir dessa idade e até os 60 anos, a pessoa também pode ser imunizada contra febre amarela (nos locais onde a vacinação for indicada ou ainda se há planos de viajar para áreas consideradas de risco).
 
Na fase adulta, que vai dos 20 aos 59 anos, é possível completar o ciclo de imunização contra Hepatite B. O adulto também deve ser imunizado contra Rubéola, Sarampo e Caxumba (vacina Tríplice Viral) e obter a dose de reforço da vacina contra Difteria e Tétano, que devem ser repetida a cada dez anos.
 
Os idosos também devem ser imunizados contra Hepatite B, caso não tenham completado a imunização, e receber as doses de reforço da vacina Duplo Adulto.  No caso de gestantes, existem ainda duas vacinas que devem ser observadas: a Dupla Adulto e a Dtpa, que protege contra Difteria, Tétano e Coqueluche, que deve ser aplicada a partir da 20ª semana de gestação, todas as vezes que a mulher ficar grávida.
 
Mas, como saber se o adulto está com seu quadro vacinal em dia? Basta observar a caderneta de vacinação, um documento importante e que deve ser guardado junto com os demais documentos pessoais. Quem perdeu, pode procurar o posto de saúde onde normalmente era vacinado, para resgatar o histórico de vacinação e pedir uma segunda via. Caso isso não seja possível, a pessoa deve procurar o serviço de vacinação mais próximo para refazer a vacinação conforme as recomendações do calendário básico.
 
"Caso o adulto não se lembre se tomou a vacina, ou não tenha registro disso na caderneta de vacinação, ele deve procurar o posto de saúde para colocar suas vacinas em dia. Não há problema em repetir a dose da vacina, caso a pessoa tenha sido imunizada anteriormente", explicou o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.
 
Ele acrescentou que manter a imunização em dia é importante para evitar não só que as pessoas contraiam as doenças, como também para deter a transmissão das doenças na população, evitando surtos. Todas as vacinas indicadas para adolescentes e adultos que fazem parte do calendário vacinal do Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.
 
Campanhas – Além das vacinas disponíveis nos postos, o Ministério da Saúde realiza também campanhas periódicas para a imunização contra determinado tipo de doença, como ocorre com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Essas campanhas podem ocorrer também de forma extraordinária, após avaliação de cenário epidemiológico, como aconteceu em 2008, com a vacina contra a rubéola.
 
Nesses casos, é fundamental que todo o público alvo das campanhas procure os postos de saúde para receberem o imunizante, uma vez que a vacina é a melhor ferramenta para a erradicação de determinadas doenças.


Fonte Ascom