22/06/2017 16:21:05 - Atualizado  em 22/06/2017 16:40:56

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'Só restam dois caminhos ao Rio: a intervenção federal ou o impedimento de Pezão', diz Picciani

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Picciani disse também que, com o parecer prévio do TCE recomendando a rejeição das contas de Pezão, já existem indícios de crime de responsabilidade contra o governador

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, disse, nesta quinta-feira (22/06), que, se o acordo de recuperação fiscal não for homologado pelo governo federal, só vão restar dois  caminhos ao estado: a intervenção federal ou o impedimento do governador Luiz Fernando Pezão. A declaração foi dada em entrevista ao âncora Fernando Molica, do CBN Rio. 

“Aprovamos muito mais na Previdência do que eles pediram. Aprovamos a Cedae. Aprovamos, em cima dos incentivos fiscais, o pagamento de 10% do Fundo de Equilíbrio Fiscal. Aprovamos o aumento do ITB. Aprovamos o aumento do IPVA, o aumento da energia elétrica, da cerveja e do fumo. Se nada disso for suficiente para ter respeito pelo Rio de Janeiro, só vai restar ao governo Temer ter a coragem de fazer a intervenção, porque o Rio não pode ficar nesse descontrole na área da segurança e da saúde, ou nós vamos fazer o impedimento”, disse Picciani.

No fim do mês de maio, o deputado arquivou oito pedidos de impeachment contra Pezão. Segundo ele, a decisão foi tomada porque não havia provas de que o governador tenha cometido crime de responsabilidade: 

“Não havia objeto naquele momento. O crime de responsabilidade está, agora, textualizado em dois documentos. O primeiro na rejeição das contas de 2016 do parecer prévio do TCE-RJ por unanimidade, que aponta indícios de crime de responsabilidade por descumprir dispositivos constitucionais. O outro que eu cito é o não repasse nas datas aos poderes. Mas só agora eu tenho isso escrito”.  

Picciani ainda fez duras críticas à condução que Pezão está dando à crise financeira que atinge o estado. Ele afirmou que o governador é incompetente e que não estava preparado para governar o Rio, mas sim a cidade de Piraí, no interior do estado. Para ele, o impasse sobre a homologação do socorro financeiro só virá em uma negociação envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e a bancada federal em Brasília.

A assessoria de imprensa do Palácio Guanabara disse que não vai se manifestar a respeito das declarações do presidente da Alerj. Por volta das 13h, Pezão estava reunido com representantes do Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe), mas deixou a reunião sem falar com a imprensa. O deputado Edson Albertassi, líder do governo na Alerj, estava presente na reunião, mas também não mencionou a fala de Picciani.


Fonte CBN