13/06/2017 17:08:27 - Atualizado  em 13/06/2017 17:18:57

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Arquivo Público revisita história do escritor Waldir Pinto de Carvalho

  Divulgação

A mostra reúne livros, fotografias, recortes de jornais, rascunhos e peças, como uma máquina de escrever usada por ele

Um passeio pelo universo literário do escritor e romancista Waldir Pinto de Carvalho é o que propõe a exposição “Gente que é nome de Arquivo”, que segue até o final de agosto no Arquivo Público Municipal, e leva o nome do escritor.  A exposição faz parte do projeto do Arquivo “Revisitando autores campistas”, que vai homenagear outros escritores. A mostra reúne livros, fotografias, recortes de jornais, rascunhos e peças, como uma máquina de escrever usada por ele. O nome do projeto é uma referência à principal obra do escritor “Gente que é nome de rua”, a obra mais conhecida do escritor. 

Na abertura da exposição, no dia 8 de junho, foi realizada uma leitura dramatizada da obra “Se não me trai a memória”, um livro biográfico lançado quando ele completou 80 anos. A leitura dramatizada foi realizada pelos alunos do curso livre de teatro, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). “Foi muito emocionante e superou as expectativas porque eles utilizaram detalhes que tinham no livro”, disse a filha de Waldir, a escritora Walnize Carvalho. 

Na ocasião, também foi realizado um seminário com o professor de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), Eugênio Soares, com debate sobre o livro “O Sorteado”, que conta a história de como era feita a seleção dos soldados do Exército, antigamente, através de sorteio. A filha do escritor, também, fez parte da mesa e falou sobre o “Waldir por trás do escritor”, onde pode detalhar como era o escritor no dia a dia. Ela encerrou a participação na abertura do evento com a crônica “No colo da saudade”.

Antes de iniciar a trajetória de romancista e novelista, Waldir de Carvalho era alfaiate. E foi costurando histórias que ele criava porque, em muitas delas, misturava ficção e realidade. “Depois de ser alfaiate, ele entrou para a carreira de radialista. “Quando foi convidado a escrever para o rádio, ele começou a escrever novelas. Eram textos com muitos diálogos”, relata Walnize, lembrando que ele trabalhou na Rádio Cultura e Jornal Fluminense. Depois, Waldir foi para o Monitor Campista, que também foi o último veículo onde escreveu. 

Entre os livros expostos, também, estão “O Escravo Cirurgião”, uma história que se passa no Solar do Colégio e que foi lançada no centenário da Abolição da Escravatura.  Na exposição, tem ainda fotos, como a da casa em que nasceu e foi criado em Santo Amaro, também na Baixada Campista.   

Segundo a historiadora Rafaela Machado, o projeto “Revisitando autores campistas” também vai homenagear outros escritores. “Começamos homenageando o escritor Waldir de Carvalho, que dá nome ao Arquivo Público, mas vamos homenagear outros escritores também. Queremos que, através de toda a programação desenvolvida no espaço, as pessoas conheçam o Arquivo sob uma nova perspectiva”, explica Rafaela, lembrando que a proposta é, periodicamente, homenagear um autor campista.


Fonte Supcom