06/12/2017 12:08:10 - Atualizado em 06/12/2017 12:09:09


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Uma jornada para viver e ser a compaixão e a misericórdia

 

Um dos legados do Ano da misericórdia foi a instituição do dia mundial dos pobres, a ser celebrado no XXXIII Domingo do Tempo Comum. A Carta Apostólica Misericordia et Mísera, do Papa Francisco, apresenta as motivações para a realização desta jornada. Surgiu à luz do Jubileu das Pessoas Excluídas Socialmente; e trata de preparar dignamente a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que se identificou com os mais pequenos e os pobres, e nos há de julgar sobre as obras de misericórdia (Mt 25,31-46).

Um bom momento para dar ressonância e voz aos pobres, nas nossas comunidades, e fazer que cada batizado possa se converter ao Evangelho e a sua proposta em relação aos excluídos, tomando consciência que não haverá justiça nem paz social se não atendermos o Lázaro que está jazendo na porta de nossas casas (Lc 16,19-21). Será expressão também de uma forma genuína de fazer acontecer a Nova Evangelização, na transformação dos relacionamentos, atitudes e estruturas sociais, procurando renovar o rosto da Igreja em sua perene caminhada de conversão pastoral para ser legítima testemunha da misericórdia.

Devemos amar, não só com palavras, mas com obras, frase de Santo Antônio que dá sentido a esse evento, mas que nos leva a viver um amor eficaz e criativo entre os pobres, não só abrindo o nosso coração, mas acolhendo e abrindo nossas portas, espaços e bens. Lembrar que a amizade, defesa e presença entre os pobres e como os pobres, será sempre um sinal e uma marca autêntica daquele que quer ser seguidor de Jesus Cristo e trilhar pelo caminho das bem aventuranças. Que o Senhor nos encontre, quando chegar, servindo, acolhendo e convivendo com os pobres, testemunhando a alegria e a esperança verdadeira do Reino. Deus seja louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo Diocesano de Campos

 


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