08/12/2017 19:09:57 - Atualizado  em 08/12/2017 19:27:05

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Polícia Federal divulga foto de foragido na Operação Cardiopatas

  Divulgação PF

Todos os presos já passaram por exame de corpo de delito e foram encaminhados para o presídio Carlos Tinoco da Fonseca, onde ficarão à disposição da justiça.

Rogério Vasconcelos Maciel está sendo procurado pela Polícia Federal. Ele é considerado foragido, pois há um mandado de prisão, em aberto em desfavor do mesmo desde que foi deflagrada a “Operação Cardiopatas” na manhã desta sexta-feira (08/12). Dos 15 mandados de prisão (temporária e preventiva), 13 foram cumpridos. Outro suspeito, nome não divulgado, deve se apresentar à PF a qualquer momento.  

De acordo com a Polícia Federal, Rogério é considerado intermediário (fraudador) — pessoa que negociava as fraudes — no esquema de corrupção de servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e fraudes previdenciárias. A operação foi realizada nos municípios de Campos, São João da Barra, Italva e Casimiro de Abreu.

A operação teve ainda o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão e 20 de condução coercitiva. Entre os presos e investigados estão técnicos do seguro social, médicos peritos, médicos particulares, agenciadores de benefícios e pessoas que se utilizaram da organização criminosa.

Todos os presos já passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico legal (IML) e foram encaminhados para o presídio Carlos Tinoco da Fonseca, onde ficarão à disposição da Justiça.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional. No curso da investigação foram identificadas fraudes em 34 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, gerando um prejuízo superior a R$ 4 milhões à previdência social.

O nome da operação se deve ao fato de a maioria dos beneficiários cooptados pela organização criminosa ser suspeita de simular a ocorrência de miocardiopatia dilatada junto ao INSS. 

Reportagem: Redação


Fonte Ururau