16/02/2017 16:48:46 - Postado  em 17/02/2017 14:42:42

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Retomada do crescimento econômico na região Norte Fluminense deve ocorrer ainda este ano

  Ururau/Arquivo

A partir do segundo semestre de 2017, a perspectiva para a região como um todo deverá ser mais favorável

Após um longo período de profunda recessão, que fechou lojas, gerou forte desemprego e fez com que os salários de boa parte dos servidores despencassem o cenário econômico para a região Norte Fluminense parece, ainda que lento, está retomando suas forças. A projeção foi feita pelo economista Ranulfo Vidigal. Segundo ele, a partir do segundo semestre de 2017, a perspectiva para a região como um todo deverá ser mais favorável.

Vidigal pontuou que, hoje, há três vetores muito importantes na região: Macaé, em função do ajuste da Petrobras e da sua recapitalização; Campos, enquanto pólo de serviços educacionais, de saúde e também a cana-de-açúcar que tem tido boa cotação internacional e isso tem permitido uma perspectiva de uma boa safra canavieira no ano de 2017; e o Porto do Açu, em São João da Barra, e suas implicações. 

“Hoje o Porto do Açu tem dois problemas já que duas empresas muito importantes [a Technip e a National Oilwell Varco – NOV] precisaram demitir fortemente em função de que a sua demanda por tubos flexíveis para petróleo se reduziu, e isso é um problema para o complexo logístico portuário. Mas, ao mesmo tempo, temos boas notícias. Dos 33 pontos de atracamento no Açu, seis foram alugados pela Petrobras e já estão sendo usados amplamente. Portanto, a Petrobras contratou e está usando e isso é uma belíssima notícia. Outro ponto importante é que o preço internacional do minério de ferro, que voltou para US$ 100 por tonelada, é uma ótima notícia também porque garante o fluxo e a rentabilidade da exportação de minério de ferro por um dos terminais”, esclareceu o economista.

Para Ranulfo, a receita só não será maior porque a produção que está vindo de Minas Gerais ainda não é a produção potencial imaginada e esperada, mas esse preço a US$ 100 por tonelada está sendo altamente remunerador.

“O Porto do Açu tem seus problemas, mas também têm seus potenciais, a mesma coisa acontece com os municípios de Campos e Macaé”, avaliou Vidigal informando que Macaé perdeu nos últimos dois anos, alguma coisa em torno de 25 mil empregos com carteira assinada. “A retomada vai ser lenta, mas vai acontecer”, afirmou.

INVESTIMENTOS NO AÇU GERARAM CERCA DE SEIS MIL EMPREGOS
Desde que iniciou suas operações, em outubro de 2014 com a chegada do navio "Key Light" carregado com 80 mil toneladas de minério de ferro no píer dedicado do Terminal 1, o que se identificou, de acordo com o economista, é que hoje 6 mil pessoas estão empregadas formalmente no Porto do Açu, com salário médio em torno de R$ 4 a R$ 5 mil, o que para Vidigal é um bom indicador se você levar em consideração que a média salarial paga na economia de Campos está na faixa de R$ 2,5 mil. 

“Sou otimista porque acho que já bateu no ponto de mínima e, agora, paulatinamente, é recuperar. Não vai ser tão rápido porque estamos diante de uma crise política muito séria, crise política essa, que desestabiliza as expectativas dos agentes econômicos. Mas, como já estamos perto de 2018 e no ano que vem tem as eleições, que limpam a área e acabam definindo uma nova elite dirigente, eu sou otimista de que em 2017 vai começar a retomada, em 2018 vem a eleição e, em 2019 nós vamos está aí com uma taxa de crescimento bem melhor”, avaliou Ranulfo Vidigal.


Fonte Kelly Maria