25/05/2016 07:26:14 - Atualizado  em 25/05/2016 13:30:51

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Preso guarda suspeito de matar esposa analista judiciária

  Ururau

Uenderson Mattos é suspeito de envolvimento na morte de Patrícia

A Polícia Civil prendeu, no início da manhã desta quarta-feira (25/05), dois suspeitos de envolvimento na morte da analista judiciária Patrícia Manhães Gonçalves Mattos, que foi assassinada no dia 13 de abril, na frente do Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM), onde funcionou a antiga Ceasa.

O marido de Patrícia, o GCM Uenderson Mattos, foi preso em casa, onde também foram apreendidos documentos. O jovem apontado como executor também foi detido e na semana passada, foi preso outro guarda municipal, que já tem oito passagens por homicídio. A Polícia suspeita que ele tenha envolvimento no caso, já que Uenderson negou ter qualquer relação de amizade com ele, mas foram encontrados registros de ligações telefônicas realizadas entre eles.

“Uenderson foi preso por causa de uma série de contradições apresentadas nas declarações dele, algumas declarações mentirosas, inclusive. Ele negou, por exemplo, ter uma relação extraconjugal que aconteceu por mais de um ano e continuou depois do ocorrido (morte de Patrícia), ele também nega relação com o outro guarda, mas encontramos várias ligações dele pro colega, inclusive depois do crime, feitas de celulares de chips diferentes, em nomes de outras pessoas, parentes e empregados”, disse o delegado Luiz Maurício Armond. A suposta amante de Uenderson também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.   

O advogado de Uenderson também foi preso, ele estaria coagindo testemunhas. “Foram apresentadas gravações e filmagens em que ele aparece coagindo testemunhas, tentando mudar depoimento delas e forjar álibi para beneficiar seu cliente.”, afirmou Armond.

Quanto a participação de outro guarda municipal no crime e o homem apontado como o executor, o delegado explicou que foi encontrada no telefone deste outro GCM, uma ligação para o suspeito de atirar em Patrícia, três minutos antes do crime. Outro fato que intrigou a Polícia, foi Patrícia ligar para Uenderson um minuto antes de ser assassinada e ele não atender.  O GCM que trabalhava no Grupamento Ambiental foi preso na semana passada, suspeito de outro crime, segundo o delegado, ele tem passagem por oito homicídios e este seria o nono. Ele usava tornozeleira eletrônica e mesmo assim, exercia as funções na Guarda Municipal normalmente. A Polícia solicitou que o preso, que estava na Cadeia Pública, seja conduzido à 146ª Delegacia, para prestar depoimento. Ele foi preso novamente, por envolvimento em outro homicídio, porque removeu a tornozeleira eletrônica. 

Também na manhã desta quarta, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um no apartamento onde Uenderson morava, na Pelinca, um no Recanto das Palmeiras, local onde ele se encontraria com a suposta amante, um na residência do primo de Uenderson, o mesmo que ele teria ido falar no Grupamento Ambiental no momento do crime, dois no Parque São Matheus, nas casas do outro guarda e do suspeito de execução e um na casa do advogado de Uenderson.

Com relação ao guarda que já responde por oito homicídios, Armond disse que há indícios que ele exerça controle do tráfico do Parque São Matheus, rota de fuga dos executores.

Uenderson foi preso em casa, a Polícia foi acompanhada por uma psicóloga e uma assistente social, por causa dos filhos pequenos, mas as crianças não acordaram durante a ação, que foi rápida e silenciosa. No local foram apreendidos vários telefones celulares, computadores e um cofre, com jóias, documentos e seis mil Reais em dinheiro. O promotor Marcelo Lessa também acompanhou a operação, que a Polícia Civil denominou Alive, que é um sinônimo de deslealdade.

O Crime
Patrícia foi morta no dia em que o marido estava de folga e foi com ela ao grupamento para falar com um primo dele, que também é guarda. Ele entrou e deixou a esposa dentro do carro, do lado de fora, quando ela foi assassinada a tiros.

A Polícia Civil já havia feito diligências no apartamento que o guarda morava com a família e em outro imóvel que ele tinha, no Recanto das Palmeiras.


Fonte Ururau