29/08/2017 10:32:56 - Atualizado  em 29/08/2017 10:35:22

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Vacinação de bovinos e equinos contra raiva será anual

  Arquivo / Supcom

A decisão se deu após o surgimento de dois casos em equinos

A partir deste ano, a vacinação de bovinos e equinos contra raiva entra para o calendário anual da Superintendência Municipal de Agricultura e Pecuária, como acontece em relação à febre aftosa. A informação é do superintendente Nildo Cardoso, ao divulgar os números da vacinação ocorrida neste ano no município, após o surgimento de dois casos em equinos na localidade de Ponta da Lama, no início do ano.

“Nas quatro ADRs (Áreas de Desenvolvimento Regional) do município, vacinamos 24.856 animais, dentre bovinos e equinos. Aplicamos a primeira dose e voltamos 30 dias depois para dar a segunda, entre abril e junho. Com a vacinação todos os anos, esperamos criar o hábito entre os criadores e gerarmos um quadro de imunidade no município”, afirmou Nildo, lembrando que nos anos anteriores, o costume era vacinar animais apenas nas áreas com focos da doença.

Mesmo com a ampla vacinação, o superintendente não descarta a possibilidade do surgimento de casos isolados da doença, principalmente na área da ADR 2, na região do distrito de Morangaba. “Em muitas propriedades que chegamos, não encontramos os donos e não pudemos vacinar. Em outros casos os proprietários vacinaram os animais por conta própria, sem utilizar as técnicas corretas. Então, pode ocorrer um ou outro caso esporádico”, explicou.

Para o próximo ano, a Superintendência deverá utilizar a mesma logística de vacinação contra a aftosa para também fazer a imunização contra a raiva. As doses já estão garantidas. Segundo Nildo, se por acaso algum criador que não teve o animal vacinado, quiser aplicar a dose agora, basta procurar a superintendência e agendar a visita do vacinador à propriedade.

Transmitida por morcegos hematófagos, a raiva é fatal. Uma vez infectado, o animal morre em poucos dias. Mesmo pouco comum, a infecção de humanos é possível ao contato com a baba de animais doentes.

 


Fonte Supcom