10/06/2015 15:12:43 - Atualizado  em 10/06/2015 17:23:11

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Três ocorrências em escolas viram caso de polícia em Campos

  Daniela Abreu

Todos os casos foram encaminhados à delegacia do Centro

Vandalismo, desacato e agressão, ocorrências consideradas normais na rotina das forças de segurança, mas não quando acontecem dentro do ambiente escolar. Na manhã desta quarta-feira (10/06), professores, alunos e pais de duas escolas diferentes da rede estadual em Campos foram resolver problemas, que ultrapassam a capacidade de resolução da escola, na 134ª Delegacia Legal do Centro de Campos.

No Colégio Estadual João Pessoa, alunos não identificados acionaram bombas no banheiro masculino da unidade de ensino. As professoras e diretoras responsáveis não quiseram se pronunciar, mas alunos contaram a equipe do Site Ururau, que por volta das 10h, estourou a primeira bomba e a segunda, por volta das 11h. Segundo os alunos, nessa o estouro foi no momento de transição de professores.

“O barulho foi muito alto, quase morremos de susto e alguns colegas que estavam nas salas próximas até reclamaram de dor no ouvido”, disse uma aluna que não será identificada.

No Liceu de Humanidades de Campos, escola que tem colecionado vídeos de agressões entre alunos nas redes sociais e já emplacou manchetes nos jornais na região com a divulgação de um vídeo de uma aluna fazendo sexo oral no coreto da praça em frente à escola, uma mãe agrediu uma professora, dentro da unidade de ensino.

Segundo funcionários que também não serão identificados, a mãe esteve na escola para esclarecer o porquê da professora não ter permitido que a filha fosse ao banheiro. A mãe questionou que a filha não tem o costume de mentir e quando a professora se defendeu dizendo que tem 36 anos e não estava mentindo a mãe a empurrou contra a parede e arranhou os braços da professora, sendo contida por outra funcionária e pela própria filha, que segundo funcionários, reprovou a atitude da mãe.

A Polícia Militar foi acionada e ao chegar se deparou com o caso de um aluno que desacatou uma professora dentro de sala de aula, por que a mesma o teria pedido para retirar os fones durante a aula. O adolescente de 16 anos foi convidado a se retirar da sala e quando o policial perguntou o número do telefone dos responsáveis, o mesmo, muito exaltado segundo funcionários, teria gritado dizendo que não tinha os contatos e teria ofendido o policial.

Todos os casos foram encaminhados à delegacia do Centro, onde as professoras tiveram acompanhamento de profissionais ligados ao Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE). A equipe do Site Ururau entrou em contato com o Sepe, através de e-mail e o sindicato enviou a seguinte nota:

A Secretaria de Estado de Educação informa que não procede a informação de que alunos do Colégio Estadual João Pessoa, em Campos dos Goytacazes, acionaram bombas no banheiro masculino da unidade escolar.

Na manhã desta quarta-feira (10/06), foi ouvido um forte barulho na escola, que suspostamente poderia ser proveniente de algum artefato. Logo após o ocorrido, um funcionário da unidade escolar suspeitou de um aluno, que foi encaminhado à Coordenação Pedagógica da unidade escolar. Na ocasião, o estudante confessou ter arremessado um artefato popularmente conhecido como 'cabeção de nego' no telhado da escola.

A direção conversou com o estudante e, imediatamente, convocou seus pais. Por conta do trabalho, os responsáveis do aluno irão à escola nesta quinta-feira (11/06).

Em virtude do ocorrido, a direção do CE João Pessoa foi à 134ª DP para registrar um boletim de ocorrência referente ao dano ao patrimônio público, uma vez que uma telha do colégio ficou danificada. 

A Seeduc esclarece, ainda, que, na manhã desta quarta-feira (10/06), a mãe de uma aluna do 6º ano do Ensino Fundamental do Liceu de Humanidades de Campos agrediu uma professora que leciona a disciplina de Matemática na unidade escolar. Segundo a direção, ela invadiu a sala da Coordenação de Turno e agrediu (fisicamente e verbalmente) a docente. Na ocasião, a coordenadora tentou conter a mãe, que estava muito alterada. A docente agredida registrou o caso na 134ª DP.  Ainda de acordo com a direção, a aluna não foi proibida de ir ao banheiro. Durante a troca de professores, esta quis sair da sala de aula e a docente não autorizou, já que não era o horário de intervalo. 

​Quanto ao segundo caso do Liceu, a Seeduc informa que um aluno da turma de Correção de Fluxo estava utilizando fones de ouvido em sala de aula e a professora solicitou que o equipamento fosse retirado. O estudante se recusou e então a professora solicitou que ele se retirasse da sala, com o objetivo de encaminhá-lo à direção. Como o aluno estava muito alterado, agredindo verbalmente a professora, a direção da unidade entrou em contato com o seu responsável e acionou a ronda escolar. O policial militar tentou conversar com o estudante, mas foi desacatado e, posteriormente encaminhou o jovem à delegacia. 


Fonte Ururau