11/10/2017 15:34:02 - Atualizado  em 11/10/2017 16:02:58

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Luana afirma conhecer os executores na reconstituição

  Verônica Mattos

Luana continua negando participação no crime

Durante a reconstituição do homicídio da universitária Ana Paula Ramos, 25 anos, realizada nesta quarta-feira (11/10), a bancária Luana Barreto Sales, de 24 anos, afirmou que conhecia os executores do crime, ocorrido no dia 19 de agosto deste ano. Luana é apontada pela Polícia Civil como mandante do crime, e Igor Magalhães de Souza e Wermison Siguimaringa Ribeiro, os executores.

Segundo o delegado titular da 146ª Delegacia Legal (DL/Guarus), Luis Maurício Armond, mesmo havendo contradições entre os envolvidos, não resta alguma dúvida a participação dos três no crime.

“Os executores estão batendo com as provas que já obtivemos desde o início, ficou claro para a polícia como Luana foi identificada. Ocorreram diversas contradições. Em um determinado momento ela nos relatou que recebeu ligações dos executores e que estava sendo ameaçada por eles, mas antes ela tinha dito que não os conhecia”, disse.

Quanto à motivação, Armond informou que Luana permanece em silêncio e alega que vai falar em juízo. “Temos algumas especulações, mas nada que eu possa afirmar. Quanto ao fato criminoso, está bem solidificado, bem caracterizado. Durante a reconstituição ela começou a nos revelar algumas versões dos fatos que antes ela tinha dito que só falaria em juízo”, comentou.

PASSO A PASSO DA RECONSTITUIÇÃO

Na reconstituição, que contou com a participação de Luana, Igor e Wermison, foi relatado passo a passo do crime. No primeiro momento, os três foram levados para a rotatória em frente do Parque da Lagoa do Vigário, onde o crime encomendado teria sido praticado. Foi montado todo o aparato, que contou com a participação de perito criminal do Posto Regional de Polícia Técnica Científica (PRPTC) e da Guarda Civil Municipal (GCM).

Duas bicicletas foram disponibilizadas para que, durante toda a reconstituição, Igor e Wermison relatassem os momentos do crime. Depois foi a vez de Luana, que mostrou à polícia ter entrado em uma sorveteria junto com Ana Paula e depois a duas teriam ido até à margem da Lagoa do Vigário onde tiraram selfie.

Na época, a polícia relatou que os executores não resolveram atirar em Ana Paula à margem da Lagoa do Vigário por ter muitas pessoas no local. No segundo momento da reconstituição, os três foram levados para a Praça do Parque Rio Branco, onde o homicídio foi consumado. Lá, Luana foi hostilizada por populares com gritos de “assassina” e “justiça”. Luana, antes de ser encaminhada à praça, levou os policiais até a casa que seria dela e do esposo, irmão de Ana Paula, que estava em obra.

Ainda, na época, a suspeita teria atraído a vítima até o bairro com a justificativa de ver a obra da casa e o vestido madrinha que Luana iria usar no casamento de Ana Paula. A reconstituição terminou em uma padaria no bairro Custodópolis onde, de acordo com a polícia, os três e o intermediário negociaram o crime no dia anterior.

 

Reportagem: Ururau


Fonte Redação