17/07/2017 16:33:39 - Atualizado  em 17/07/2017 16:50:05

A+ A-

Acusado de matar universitária sanjoanense indiciado por latrocínio

  Marcelo Prest - GZ

Preso no dia 7 de julho, o assassino da universitária confessou o crimePreso no dia 7 de julho, o assassino da universitária confessou o crime

A universitária Luiza Mariano da Silva, 23 anos, foi morta a golpes de faca e pancadas, dentro de uma lavanderia, por causa de um celular e dinheiro. Essa foi a conclusão da Polícia Civil sobre o crime que aconteceu no dia 29 de junho, em Itapoã, Vila Velha. A jovem natural de São João da Barra, cursava Psicologia na Universidade Vila Velha.

O inquérito que investiga a morte de Luiza foi encerrado na sexta-feira (14/07) como latrocínio (roubo com resultado morte) e encaminhado para a Justiça. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, Janderson Lube, durante as investigações, a polícia levantou as informações de que o coletor de amostras Leandro Matheus Marins Silva, 28 anos, também queria dinheiro para comprar drogas.

“A esposa de Leandro já havia trabalhado na lavanderia e ele usou isso para ir ao local exigir um dinheiro de direitos trabalhistas. Ele chegou às 10h10 no local e pediu o telefone do dono à Luiza. Porém, ela não forneceu e chegou a mandar uma mensagem para o dono da lavanderia avisando”, detalhou o delegado.

Leandro contou, em depoimento que, com a negativa, saiu da lavanderia e tentou sacar dinheiro em uma lotérica. Como não conseguiu, retornou à lavanderia, tomou o celular e o dinheiro do caixa — a investigação não conseguiu apontar a quantia exata. “Ele matou a atendente pois o reconheceria”, afirmou Lube.

O objeto utilizado para cometer o crime foi levado por ele dentro de uma sacola plástica. 

Preso no dia 7 de julho,  o assassino da universitária confessou o crime. Ele é marido de uma ex-funcionária da lavanderia. Segundo o delegado, Leandro teria ido ao local atrás do dono do estabelecimento cobrar uma dívida da esposa referente à verba de rescisão do contrato dela.

O QUE O ASSASSINO DIZ
Segundo Leandro, na noite anterior ao assassinato, ele ingeriu bebidas alcoólicas e usou cocaína. Depois, já de dia, foi uma primeira vez à lavanderia, por volta das 9 horas da manhã, à procura do proprietário do estabelecimento. Lá encontrou Luiza, que informou a Leandro que o patrão não estava no local. Ele pediu o telefone do proprietário, mas Luiza negou a informação. 

Ainda de acordo com o assassino, por volta das 10h40, ele retornou à lavanderia e pediu novamente o telefone do dono do estabelecimento e Luiza disse que não passaria. Naquele momento ele pediu que Luiza pegasse uma sombrinha e um chinelo que pertenciam à esposa dele (ex-funcionária do local). Quando Luiza pegou uma sombrinha e mostrou, ele disse que não era aquela. Luiza voltou ao banheiro para procurar e Leandro se aproveitou para dar um golpe de 'gravata' na vítima, a derrubando.

Luiza tentou se defender e pegou um objeto perfurante. Só que Leandro usou um fio de ventilador para enforcar a vítima e tomar o objeto cortante das mãos dela, dando três golpes no pescoço de Luiza. Em seguida, ele pegou o dinheiro do caixa, o celular da vítima e fugiu. O assassino diz que jogou o aparelho no canal de Itapoã, próximo ao local do crime. 

O CRIME
A universitária de 23 anos foi encontrada morta dentro do banheiro de uma lavanderia na Rua Belo Horizonte, em Itapoã, Vila Velha, no último dia 29. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, o corpo possuía marcas de agressões físicas e também perfurações causadas por golpes de faca. A vítima estava sozinha e teve o celular levado pelo assassino, que trancou a porta depois do crime. 

Segundo familiares da vítima, Luiza Mariano da Silva era funcionária da lavanderia havia dois meses e tinha saído cedo de casa para mais um dia de trabalho. A mãe dela foi ao local para levar almoço para a filha e viu o estabelecimento fechado. Um tio de Luiza foi acionado, chamou um chaveiro e conseguiu entrar. O corpo da jovem estava dentro do banheiro.

Reportagem: Redação/Gazeta Online


Fonte